terça-feira, 18 de novembro de 2014

Duetos (96)

Nosso blog muito contente fica em poder divulgar o release que recebemos com a sugestão de uma peça de teatro de um argentino em São Paulo.

Hermanos & Brazucas na veia!



Argentino dirige 1ª peça no Brasil na Satyrianas 2014

O ator Juan Manuel Tellategui dirige a peça Hermanas Son las Tetas, de sua autoria, no festival Satyrianas 2014. Esta é a primeira obra teatral que Tellategui, que é argentino, escreve e dirige no Brasil, onde vive há quase quatro anos. "É muito importante a possibilidade de mostrar este trabalho em um festival tão amplo como a Satyrianas. Porque, desta maneira, podemos compartilhar experiências significativas", diz o artista. A 15ª edição da Satyrianas acontece entre 20 e 23 de novembro de 2014 na praça Roosevelt e outros espaços culturais de São Paulo, com organização do grupo Os Satyros. 

História 
Hermanas Son las Tetas traz a história de duas irmãs que foram crianças prodígio e hoje precisam se suportar no ostracismo. Cada uma com um olhar diferente sobre a vida. As atrizes Lau Varone e Liza Caetano foram convidadas pelo argentino para protagonizarem a peça. O elenco ainda traz os atores Allan Christos e Osvaldo Steavnv. 

"A peça surgiu de uma necessidade de dizer coisas em relação a diversas questões que nos atravessam hoje, como a falta de água em São Paulo ou as formas de produções artísticas, por exemplo. Desde diferentes provocações ao elenco se foi criando uma instigante dramaturgia contemporânea. Tive a sorte de trabalhar com um grupo muito dedicado e talentoso", afirma o autor e diretor.

SERVIÇO
Hermanas Son las Tetas, de Juan Manuel Tellategui, na Satyrianas 2014
Quando: Quinta (20/11/2014), às 23h30 (única apresentação)
Onde: Espaço dos Satyros 1 (praça Roosevelt, 214, Consolação, metrô República, São Paulo, tel. 0/xx/11 3258-6345)
Quanto: Pague quanto puder
Classificação etária: 16 anos

Sobre o artista
Juan Manuel Tellategui é ator argentino radicado no Brasil. Fez peças com reconhecimento de público e crítica em Buenos Aires, além de três longas-metragens na Argentina. Estreia no cinema brasileiro em janeiro de 2015, em participação especial no filme Divã 2. Entre seus estudos como ator, passou por Instituto Universitário Nacional de Artes de Buenos Aires (IUNA) e, no Brasil, pela SP Escola de Teatro e Faculdade Paulista de Artes. Segundo o crítico teatral Pablo Gorlero, do jornal La Nación, o principal diário argentino, "Juan Manuel Tellategui é um intérprete potente e generoso". 

Participação em outra peça
Além de escrever e dirigir Hermanas Son las Tetas, Juan Manuel Tellategui também foi convidado para o elenco de outra peça na Satyrianas: Sete Canções para uma Diva, de Vivi Roesil, Márcio Haiduck e Victor Hugo Valois, com direção de Fernando Neves. Será apresentada à 0h30 de domingo (23), também no Espaço dos Satyros 1. 

Tel. 11 9-8642-4309

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Duetos (95)

"Passa em Buenos Aires" é leitura obrigatória para
quem quer saber mais sobre a Argentina

O ótimo blog "Passa em Buenos Aires" é gerenciado pelo brasileiro Manoel Giffoni. Clique para conhecer o perfil dele aqui.

Na matéria "Os argentinos não são assim, não", ele conta sobre o pós-Copa, o que sentiu, o que achou que fosse acontecer, e as experiências verdadeiras que teve.

"Me perguntei: será que aquele sorriso genuíno que brotava no rosto dos hermanos cada vez que eu dizia que era brasileiro, vai dar lugar a uma cara emburrada? Devo dizer, caros amigos: temi! (...) Mas devo confessar-lhes: era paranoia".

Vale cada linha da leitura!

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Isso é Jornalismo! (70)

Formidável texto (versão completa aqui) do britânico Tim Vickery, já mencionado em nosso blog em outra oportunidade.

Selecionaremos alguns trechos.

Palavra 'gringo' revela ignorância de quem a usa

(...)

Uma rápida história: há alguns anos eu voltava para o Rio, acho que vindo do Paraguai, quando fiz uma conexão em São Paulo. Enquanto esperávamos dentro do avião na pista, comecei a conversar com uma jovem sentada ao meu lado. Ela era doméstica e voltava para o Rio depois de férias em sua terra natal, o Nordeste. Era a sua primeira viagem de avião. Fiquei feliz em ouvir um exemplo concreto de como o país está estava progredindo.

Daí um grupo de turistas ingleses embarcou. (...) Minha nova amiga não parecia muito contente com a situação: 'Dá vontade de dar um soco bem na cara deles, não dá?'. Não, não dá. Decidi não revelar minha nacionalidade. Eu era um deles. Preferi por fim à conversa. A vida é curta demais para perdê-la com xenófobos.


É bom dizer que esse comportamento é pouco representativo do povo brasileiro. Posso falar com alguma experiência. (...) Mas é inquestionável que existe uma minoria xenófoba. E não poderia ser diferente

(...)

Por que se fala em 'gringo' se já existe o termo 'estrangeiro'? A resposta: porque a primeira vem carregada de conotações. 'Estrangeiro' é neutro. 'Gringo', não. O pejorativo está presente, mesmo que nesse dias isso aconteça de forma bastante sutil (...) Nenhum termo pejorativo, por mais inofensivo que seja, pode realmente ser aplicado com qualquer grau de precisão a 97% da população mundial. Cada vez mais, a palavra 'gringo' reflete mais a ignorância de quem a usa do que o alvo em questão.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Raça X Nacionalidade (93)

Tomamos conhecimento, através de um dos comentários em postagens anteriores no Hermanos & Brazucas, do Blog "Transmissões".

Lançado em abril desse ano, a página conta com apenas 4 postagens: "Não podemos fazer mais nem melhor do que isso, dado o pouco tempo disponível", afirmam.

Em sua carta de apresentação, os autores do blog se identificam pero no mucho:
"Somos três brasileiros temporariamente residentes em Buenos Aires, na Argentina.

R. é gaúcho.
L. é carioca.
C. é paulista.

Por questões de segurança não daremos nosso nome completo."
Além de não se identificarem completamente, eles também não liberam comentários na página (provavelmente por motivos de seguridad...)

O objetivo do blog, novamente citando seus autores, é "fazer uma análise o mais crítica possível da realidade argentina, sem concessões ao politicamente correto e aos mitos e mentiras".

As concessões ao politicamente correto seriam resumidas na postagem "Porque a esquerda brasileira acha OK o racismo argentino?" e os mitos e mentiras são supostamente desfeitos em "Rivalidade unilateral?". Também há uma postagem especial para a Copa do Mundo - como fizemos por aqui -, presente no post "Regras para frequentar estádios brasileiros em jogos da Argentina".

Dos três autores, "R." já esteve aqui outras vezes, e também já teceu comentários diversos em páginas pelas quais também navegamos e comentamos.

"R." já nos ofendeu pessoalmente em várias ocasiões (no facebook, principalmente) e, uma vez que o nome era o mesmo daqueles comentários registrados em nosso blog, ligamos os pontos.

Abaixo, um print da página pessoal de "R." (como ele demonstrou cuidado nessa área, também por questões de segurança não "revelaremos" o nome do cidadão).

A imagem mostra dois comentários feitos por "R.": o primeiro, na página do argentino Juan Carlos Fernandez -- sem questões de segurança, nesse caso --, mostra a delicadeza vernacular de "R.", utilizando-se de muita humildade e respeito ao próximo.

Na imagem seguinte, R. comenta um artigo de uma publicação do Movimento Negro Brasileiro, mostrando seus dotes de historiador e sua total ausência de preconceitos, uma vez mais. Ao ver tais comentários sendo publicados, Juan responde, atentando para a ironia entre o falatório de "R." e suas atitudes.

É esse o tipo de gente que questiona nosso trabalho.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Off-Topic (19)

Em tempos onde o governo brasileiro atual afirma que a Argentina (e demais países do Mercosul) é um dos principais parceiros político-econômicos do Brasil e onde parte da população pede por Impeachment da atual presidente e eventual intervenção militar, é importante estudarmos mais a fundo como foi a relação Brasil-Argentina, em âmbitos governamentais, na época do Regime Militar.

O estudo (disponível neste link) "O Brasil e a Argentina entre a cordialidade oficial e o projeto de integração" fala da política externa do Governo Ernesto Geisel (de 1974 a 1979).

Um trecho: "Argumenta-se que, entre 1974 e 1979, Ernesto Geisel e seu chanceler, Antônio Francisco Azeredo da Silveira, puseram em xeque o lugar da Argentina no cálculo estratégico da política exterior brasileira, questionando a validez do típico marco conceitual do Itamaraty para orientar as relações com Buenos Aires – a cordialidade oficial. A cordialidade oficial representa o conjunto de princípios e concepções que informou a diplomacia brasileira para Buenos Aires com o objetivo primordial de evitar que a dinâmica entre os dois principais poderes da América do Sul levasse a uma rota de colisão."

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Duetos (94)

Festival de Música Goiano une Argentinos e Brasileiros: trata-se da Primeira Noite do Figo - 2014


"No palco principal do evento, os argentinos do Rosario Smowing fizeram um show empolgante desde o início, (...) levando o público a dançar e levantar poeira do chão da Praça. Eles tocaram (...) até a brasileiríssima Aquarela do Brasil. “Esperamos que vocês estejam tão felizes como nós.”, disse o vocalista Diego Casanova."

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Raça X Nacionalidade (92)


De acordo com o relatório, "(...)o gerente referia-se ao trabalhador demitido usando sua nacionalidade seguida de termos de baixo calão. Apesar de não citar seu nome, contou fatos relacionados a ele, que era o único argentino no Senai".