sábado, 25 de julho de 2015

Duetos (99)

Diego Maradona, provavelmente em 1975-76, com a camisa da seleção brasileira no que aparenta ser uma festa/reunião em casa...


PS: vale relembrar esta postagem de 2010.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Isso é Jornalismo? (60)

Mais um capítulo do "vamos botar alguma coisinha contra argentinos aqui pra chamar a atenção e daí depois a gente arruma".

Na página principal do site GloboEsporte.com noticiou-se a primeira partida de Lukas Podolski - aquele que quis virar 'brasileiro por adoção' na Copa do Mundo - em seu novo clube. A manchete: "Na estreia pelo Galatasaray, Podolski é agredido por argentinos".

Essa foi a chamada. Nada sobre gols, assistências, participação em campo, presença dos torcedores, etc.

Clicando no link, abre-se a matéria e o título já é um pouco diferente: "Na estreia pelo Galatasaray, Podolski faz gol, mas briga com argentinos".

É importante frisar, é claro: argentinos.

Mudança de enfoque: agora, menciona-se um pouco da performance em campo do jogador, e além disso temos que, em vez de "ser agredido", ele "brigou". Ora, ser agredido e brigar de fato são coisas diferentes: "quando um não quer dois não brigam", dizem.

Mas, tendo agredido ou brigado, não importa: foi com argentinos. Não esqueçam.

Aí vem a descrição da matéria, e a coisa parece ainda mais distante do que sugeria a chamada inicial: "Numa discussão com o zagueiro Cabral, o alemão chegou a dar um tapa no defensor, e em seguida levou o troco".

A confusão se estende, e talvez a matéria se baseie no que acontece em seguida: "Depois, recebeu um soco de Augusto Fernández, que chegou por trás".

Confira o video:


Não nos custa lembrar um pouquinho do histórico de Lukas Podolski, inclusive contra companheiros de seleção.

Em tempo: se o GE.com existisse em 1995, provavelmente diriam: "Edmundo é agredido por argentinos"...

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Off-Topic (21)

No dia em que se noticia que ninguém menos que Al Pacino é fã da seleção argentina de futebol, e que uma jornalista brasileira (novamente) sofre todos os tipos de ataque com cunho racista, resulta curioso lermos uma postagem como esta no já citado blog Transmissões.

Eles defendem que os brasileiros que torcem pela Argentina "são, em geral, supremacistas étnicos enrustidos". Vão mais longe: aqueles que afirmam torcer pela seleção de futebol do país vizinho o fazem porque não podem insultar negros à vontade.

Sim, é esse o cálculo que eles fazem. Psicopatia social em estado alarmante.

"Seu sonho era poderem insultar negros - sobretudo os negros de seu país - o quanto quisessem, como quisessem, da maneira que quisessem.

Infelizmente, não podem. (...) O que lhes resta? Apoiar aqueles que berram. E manter o sonho de poder agredir negros à vontade.

Escondem isso sob a capa de uma preferência pessoal pela seleção argentina
".

Vai ver Al Pacino é racista, também -- ou então aqueles que atacaram Maria Júlia são todos integrantes de alguma "Torcida Organizada da Argentina no Brasil".

Em tempo: comentário postado na notícia sobre a preferência de Al Pacino:
eduardo (17h05)
era um grande artista. errou ao se casar com uma argentina e publicar isso.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Muito Além do Futebol... (102)

No seriado Malhação, há dois grupos rivais: um comandado pelo mestre Gael -- que emula o sofrimento, a superação, o alvo de injustiça, sempre fazendo o bem; o outro, comandado pelo mestre Cobra -- que emula a sacanagem, a trapaça, o fingimento, a prepotência.

Os líderes dos times vão se enfrentar. Antes da luta, Cobra coloca sonífero na água de Gael. Quando os dois se cumprimentam antes do combate, Cobra fala em não ter como haver respeito na luta entre os dois, que ali "é Brasil e Argentina".

Gael ironiza: "você se comparando à Argentina, um país tão bonito?!". Claro: afinal, ele é Brasil, pois representa o bem, a vitória, a justiça...

O Bem contra o Mal - ou, Brasil X Argentina
A cena completa pode ser vista clicando aqui.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Raça X Nacionalidade (98)

Parte 1: "...Tudo que fazia era de ruim. Até acho que sou afrodescendente, de tanto que apanhei. Os caras olham e batem... "

Parte 2: "Quero me desculpar com todos que possam se sentir ofendidos com a minha declaração sobre os afrodescendentes. A maneira como me expressei não reflete os meus sentimentos e opiniões".

Disse Dunga, o técnico da seleção brasileira de futebol.