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domingo, 30 de agosto de 2009

Propagandas (9)


Na Copa de 2006, Maradona assinou um contrato com a AmBev e gravou um comercial.

Segundo um dos idealizadores da campanha, Roberto Trinas, uma propaganda que envolva o tema "tem que ter um tom amistoso". Para Trinas, "Nós procuramos ressaltar, além da rivalidade, o respeito entre as seleções. Tanto que falamos que 'os maiores craques do mundo' gostariam de vestir a camisa da seleção brasileira. O Maradona encarou como uma homenagem".

Podemos realmente perceber que Diego sentiu-se homenageado, pois como no vídeo do post "Arrogância?", é possível vê-lo cumprimentando jogadores e demais pessoas que participaram do comercial.


Como há muito tempo, a grande rival da AmBev no Brasil (e no mundo todo, onde tem a chance de almejar algo) é a Coca-Cola. Antes da fusão com a Brahma, inclusive, a Antarctica se permitia infringir as leis da publicidade e atacar de forma direta, como naquele caso em que o comercial da Guaraná mostrava a planta e pedia p'ra Coca "mostrar a dela" - em referência à Cocaína.

Mas, anos depois, esse tipo de ataque deixou de existir e optou-se pela ridicularização da outra. Assim, se a Guaraná homenageava Maradona e o chamava de um dos "maiores craques do mundo", a melhor saída da Coca-Cola foi essa...


Com todo respeito a Biro-Biro, compará-lo a Maradona é como perguntar quem tem mais importância para a música brasileira, se Tom Jobim ou Compadre Washington; ou então arguir sobre o melhor piloto: Ayrton Senna ou Luca Badoer?

Mas ainda que possamos levar em consideração que o comercial Maradona X Biro-Biro deva ser analisado apenas no âmbito do Marketing, e que a pergunta (na verdade, uma ironia ao fato de muitos questionarem quem foi o melhor entre Maradona e Pelé) deva ser entendida unicamente como humor, é fato que essa "enquete" extrapolou o âmbito do comércio e atingiu as relações humanas.

No video a seguir, vocês verão dois brasileiros "disfarçados" (ou "fantasiados"?) de argentinos nas ruas de alguma cidade grande, talvez São Paulo, entrando em bares e demais locais onde haja reuniões populares, pedindo para comprar votos das pessoas a favor de Maradona, usando um espanhol que está a milhas distante do correto:


Se essa for considerada uma situação "normal", alguma coisa está errada. Muito errada.