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segunda-feira, 5 de maio de 2014

Raça X Nacionalidade (79)

Com a recente onda de ocorrências de racismo no futebol mundial (puxando pela tag racismo, abaixo, você encontrará fatos que aconteceram nos últimos meses no Brasil, Peru e Espanha), outras situações foram sendo trazidas à tona.

Higuaín (esq.) e Juan
Caso que chamou a atenção, no fim-de-semana, foi do atleta brasileiro Juan, atualmente na Inter de Milão. O zagueiro revelou que sofreu ofensas de cunho racista do atleta argentino Gonzalo Higuaín, que atua pelo Napoli, rival do clube do jogador brasileiro.

Frase do jogador, em entrevista à Rede Globo: "Em uma jogada, eu roubei uma bola do Higuaín, era uma jogada normal. Ele falou para mim: ‘sai daqui, negrito, sai daqui, macaquito’. Então eu parei ali naquela hora. Parei uns 10 segundos, pensando: ‘cara, um cara conhecido no mundo todo pela qualidade dele, pela pessoa’"

Juan afirma ter parado "uns dez segundos" para pensar. Mas, na verdade, levou quase DOIS ANOS para revelar tal ataque da parte de Higuaín. Isso mesmo: o caso "revelado" por Juan teria acontecido na partida Brasil 3 X 4 Argentina, ocorrida nos EUA em 18 de junho de 2012.


PS: vale relembrar outra situação semelhante ocorrida com o jogador Baiano.

PS²: não se lembra quem é o jogador Juan? Reveja uma grande jogada dele clicando aqui.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Raça X Nacionalidade (49)

Já faz mais de 6 anos que o jogador brasileiro “Grafite” foi ofendido com conotações racistas pelo jogador argentino Desábato.
Um ano depois do episódio, em abril de 2006, Grafite concedeu uma entrevista em que dizia-se saturado do fato. Não, ele não se arrepende de ter feito a denúncia – nem poderia – ou disse que a ofensa não aconteceu. Nem muito menos recorreu àquela velha desculpa do “isso é comum no futebol”.
O que fez Edinaldo Batista Libânio – nome do esportista – querer esquecer a situação foi a proporção que ela tomou: “Acho que a repercussão que o caso teve me assustou um pouco. Todos falando de mim”. Libânio ainda disse que “Não valia a pena continuar sozinho. Era uma briga que não deveria ser apenas minha” e que o argentino “já havia pagado tudo o que fez”.
Essa introdução é para falar sobre algo que aconteceu ontem, na partida entre Libertad (Paraguai) e São Paulo, que teve como árbitro um colombiano: o jogador Juan, são-paulino, após a partida afirmou ter sido ofendido de “macaco”.
Além da ironia de alguém de pele clara (brancos são os escandinavos) fazer tal afirmação – quer associar isso ao fato de ser brasileiro –, tudo fica mais cômico quando lembramos que ele mesmo já fora acusado de praticar tais ofensas.
O ano é 2009, e Flamengo e Botafogo mais uma vez decidem o campeonato carioca.
Maicosuel, jogador botafoguense, executa um belo drible sobre Juan, do Flamengo. Tão logo passa pelo atleta, Maicossuel sofre uma falta violenta. Não bastasse agredi-lo fisicamente, Juan vai sobre o atleta e, pegando-lhe pelo pescoço, fala. Fala muito. É preciso ser contido por companheiros, e adversários querem agredi-lo.
Sem dúvida, o maior arrependimento que Grafite deve sentir ao lembrar o seu caso, é o de como algo tão grave se tornou tão banal.