Sou cozinheira. Estou num programa de cozinha. Quero vencer. Um dos chefs é uma argentina. Ela me avaliou e apontou erros grosseiros cometidos por mim. Provavelmente serei eliminada... Ah, não tem problema,''pelo menos o Brasil é penta''.
Como diz a música Muito Romântico, composta por Caetano Veloso e gravada por Roberto Carlos, ''eu não consigo entender sua lógica''.
O envolvimento com Reality shows vai além do ''ser espectador'' -- confunde-se empatia com torcida, preferência com urgência, expectativa com esperança.
Mais um caso aconteceu na última terça-feira (13/12/2016), após a final do Master Chef - Profissionais.
"Torcedores" de Marcelo ficaram indignados com a derrota do chef e passaram a questionar a lisura dos jurados, em especial Paola Carosella.
Um destes revoltados foi Cito Giovezzio (ou Ciro Giovenazi, afinal?) que, mais do que questionar a ética e a imparcialidade da julgadora, ofendeu-a usando a fórmula clássica de atacar a nacionalidade (argentina!).
Como se vê, outra fórmula clássica usada por Giovezzio vem a seguir: apagar o post. Mas o retweet de Paola já foi suficiente para escancarar o preconceito e arrogância do "macho de internet".
Insatisfeito, destila ofensas aos argentinos e às mulheres, numa sequência só, afirmando serem "estereótipos reais".
O que nos felicita é que, apesar dos Giovezzios que existem nesse país -- e eles não são poucos --, ainda existem pessoas como a particpante Vanessa, presente na 3ª edição do programa.
Atualização de 9 de Março de 2017: na nova edição do programa, nova discussão entre espectadores e Carosella, via Twitter, e novas "menções" à nacionalidade da chef (confira detalhes clicando aqui).