O fato é um só, mas foi desdobrado em duas notícias.
A primeira: "Jornal inglês escolhe Messi como o melhor do mundo em 2013; Neymar é o 6º". Trata-se da lista elaborada pelo The Guardian. Legal. Essa "eleição" saiu no último dia 24 e foi relativamente bem divulgada. Bom para o Brasil, ter um atleta entre os 6 melhores do mundo, mostrando que ele está no caminho certo.
Porém, um dia depois, o mesmo portal do link acima dá novo destaque à referida lista, com outro enfoque, agora: "Brasil supera Argentina em lista de melhores do mundo de jornal inglês". Repetindo: é o mesmo jornal, a mesma lista, a mesma notícia de um dia antes.
Mas alguém foi lá e resolveu contar os 100 "eleitos" e notou que os três países com mais representantes são a Espanha (16), o Brasil (11) e a Argentina (8). [Importante que Diego Costa foi contabilizado como brasileiro, na versão do UOL, e a rádio CBN foi outro veículo a reproduzir a matéria].
Portanto, ainda que não seja o número 1, o Brasil está na frente da Argentina.
O texto tem um momento bastante hilário: "Mesmo com poucos nomes presentes na lista, a Argentina não fica muito atrás e mais uma vez tem Messi encabeçando o ranking do jornal.". Tão contraditório que nem merece comentário. Um típico exemplo do jornalismo receita de bolo.
Ou então, um presente de Natal para a nação: "superamos" a Argentina, afinal.
Quer orgulho maior?