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domingo, 8 de fevereiro de 2015

Raça X Nacionalidade (96)

Mais um episódio do país sem preconceito e que, segundo a propaganda estatal, respeita todas as raças, origens, grupos, culturas e religiões...


Islamofobia no Brasil: muçulmanas são agredidas com cuspidas e pedradas


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Raça X Nacionalidade (35)

Recentemente, um caso ficou famoso: Mayara Petruso, jovem brasileira, 21 anos, postou uma mensagem no twitter que causou muita polêmica: "Nordestisto não é gente; faça um favor a SP e mate um nordestino afogado". Não sem razão, Mayara tornou-se uma espécie de símbolo do preconceito/racismo no Brasil.

Como mostra a matéria do iG que postamos logo acima, a jovem hoje está fora de suas atividades universitárias e é piamente rejeitada pelo pai, que diz sentir vergonha - esse filme já foi visto diversas vezes - e que nunca teve um relacionamento bom com a jovem.

Mas voltemos à mensagem de Mayara: "mate um nordestino afogado". O que mais causou a indignação para com tal mensagem, e que fez o ministério Público ir atrás dela: a ofensa em si, o incentivo à matança ou o fato de ela ter citado os nordestinos?

Raciocinemos um pouco: se ao invés de nordestinos ela citasse 'negros', enfrentaria problemas? sim, talvez até maiores. Se tivesse dito 'homossexuais', o que aconteceria? Provavelmente o mesmo. E se ela dissesse 'argentinos'?...

Mayara se tornou, na verdade, uma espécie de mártir do preconceito regional no Brasil. Porém, ela não é única. Ande pela capital paulista, ou por qualquer cidade grande do Sul do Brasil, e você ouvirá coisas muito semelhantes ao que ela disse.

Enquanto isso, outras pessoas dizem impropérios semelhantes contra argentinos pela internet, e nada acontece.

Aqui está o link para um video já postado anteriormente em nosso blog. Nele, você encontrará uma mensagem da usuária Ana Clara. Em seu perfil, vemos Ana dando como cidade natal "Bruxelas - Bélgica" (!) e dentre seus poucos videos favoritos, estão três com referência à Dinamarca (!!), inclusive o hino local.

Ela diz o seguinte: "A FAVOR DO BRASIL ABRIR AS COMPORTAS DE ITAIPU. ARGENTINA VAI VIRAR ATLANTIS".

(A exceção de "Argentina / Nordeste", há diferença entre tal e a mensagem de Mayara Petruso?)


Este blog foi, então, conversar com Ana para saber sua opinião e o porquê de tal postagem. Confira a 'conversa
' via YouTube:


Ana respondeu todas as vezes rispidamente, culminando num "foda-se". Além disso, afirmou textualmente que "não tem preconceito contra nenhuma nacionalidade", exceto com "a gente que fala mal de seu país", e inclui, além dos argentinos, os espanhóis nesse barco "anti-Brasil". Ela, ainda, alegou que postou tais ofensas para os "argentinos que a insultaram primeiro".

Verificando os comentários do video, sim, é perceptível que houve argentinos que prostraram ofensas, mas é importante ter em mente duas coisas: primeiro, o video se chama "Argentino de Merda" e mostra três brasileiros insultando um argentino em uma rodovia. Além disso, as mensagens argentinas, além de não conterem manifestações pró-crimes, não foram dirigidas a Ana mas aos personagens da patética cena.


Mas não, Ana Clara não é preconceituosa, absolutamente. Parece aquela máxima: "Eu não sou racista, mas não quero ver minha filha se casar com um negro"

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Isso é Jornalismo? (26)

No último sábado, Maradona completou 50 anos.

Como recentemente declarou o jogador "Alemão", 'Essa rixa entre Brasil e Argentina era um assunto que ele [Maradona] nem tocava. Esse tipo de comparação (com o Pelé) começou mais do lado de cá'.

Sim. Já debatemos muito sobre isso e não é necessário ir além. Mas vale comentar as matérias brasileiras que estão 'celebrando' o aniversário de Maradona. A tônica é sempre a mesma: "Pelé foi muito melhor" e "só argentino pra achar o contrário".

(Ora, por que 'sempre' afirmar a superioridade de Pelé? Se ele foi --e é provável que tenha sido-- melhor nos campos, qual a necessidade de a todo momento lembrar isso? E por que diminuir tanto a Diego? Se ele foi tão reles, não seria redundante dizer que Pelé o tenha superado?)

Uma das matérias que mais chamou atenção nesse sentido foi a publicada pelo portal iG, expondo "Vinte Diferenças" entre os dois (aqui o link para a chamada), conforme video a seguir:




As tais diferenças serão aqui analisadas em blocos.

1) Habilidade

O argumento mais usado, e endossado pelo próprio Pelé, se dá nos fundamentos "cabeceio" e "ambidestria": segundo os defensores do camisa 10 brasileiro, Maradona era péssimo com a cabeça - dizem, como visto, que seu único gol assim foi o com a mão - e pior ainda quando precisava usar a perna direita.

Inverdades: Maradona fez diversos gols com a cabeça, e protagonizou, inclusive, lances decisivos quando precisou utilizá-la (e que tal o "cruzamento" que resultou em gol na final da Copa da UEFA?).


Sobre o fato de não usar a perna direita (na matéria Maradona é descrito como 'canhoto no último', como se isso fosse um defeito de caráter), mais uma vez temos belos gols e outros momentos cruciais em que a perna direita foi fundamental:


Ademais, que importância teria se ele de fato não soubesse usar a direita? Nenhum outro jogador foi capaz de driblar times inteiros usando uma perna só.

2.1) Conquistas individuais

A primeira e mais comum das 'provas' de que Pelé foi muito superior a Diego se dá pelo número de gols: Pelé teria feito 1284, conforme a narração, ante 358 ("e olhe lá!") de Maradona.

Em primeiro lugar, o número de gols não pode ser verdade absoluta: Maradona, por exemplo, tem 126 gols a mais que Garrincha (em menos jogos), por muitos brasileiros considerado melhor que Diego - ou então, Túlio Maravilha foi melhor que Ronaldo Fenômeno?... Pelé é, na soma total, o 4º maior artilheiro da história (atrás de Josef Bican, da Áustria, Gerd Muller, da Alemanha, e Arthur Friedenrich, do Brasil), e em jogos oficiais de primeira divisão fica atrás de Romário (!).

Difícil defender que Pelé tenha sido inferior a qualquer um deles.

Porém, num raro momento de lucidez, o video aponta para a real razão de Pelé ter tantos gols a mais que Maradona: a posição - e a função - desempenhada por cada um dentro de campo: "Pelé era flecha, Maradona cérebro", diz o narrador.

Quando começou sua carreira, na Argentina, Maradona foi artilheiro do campeonato nacional por 3 anos seguidos (1979, 1980, 1981), dos 19 aos 21: se somarmos as temporadas 78-79 e 79-80, por exemplo, teremos uma média de quase um gol por jogo (ele marcou 74 gols em 76 jogos)! Maradona, então, jogava como segundo atacante, posição semelhante à de Pelé no Santos e Seleção Brasileira.

A partir de sua mudança para a Europa, a liderança e a responsabilidade de Maradona foram mudando, e ele diminuiu seu número de gols. Porém, mesmo já atuando na armação das jogadas, foi artilheiro do Campeonato Italiano na temporada 1987-88 (!), feito dificílimo de ser conquistado.

2.2) Conquistas coletivas

Em seguida, a matéria fala dos títulos pela seleção que ambos conquistaram quando jovens: Pelé foi campeão mundial aos 17 anos, enquanto que Maradona foi deixado de fora da copa de 1978: isso é tratado como um fracasso individual de Diego, esquecendo-se da pressão/preferência popular da época (Maradona participou de amistosos já em 1976 e vinha sendo aclamado) e que as decisões desse tipo são sempre pessoais (foi César Menotti que não quis levá-lo, em situação parecida à do citado Ronaldo na Copa de 1994, preterido por Parreira em lugar de Viola!).

Tanto é que, um ano depois, com o mesmo técnico no comando, Maradona seria campeão mundial juvenil (ou 'sub-20'), ganhando também o prêmio de melhor jogador e sendo o maior marcador - e lá fez um golaço de cabeça! O texto ironiza: "se Pelé foi campeão profissional aos 17, quando seria juvenil?'.


Especificamente sobre as Copas, "Pelé ganhou 3; Maradona, uma só", diz a narração. Uma 'só', como se isso fosse algo banal, corriqueiro. É importante ressaltar que na Copa de 1962 Pelé jogou apenas a primeira partida, e que aquele título é todo creditado ao supramencionado Garrincha. A rigor, tanto Pelé quanto Maradona têm duas finais de Copa em seus currículos.

Acontece, porém, que tanto em 1958 quanto em 1970, Pelé foi parte de uma verdadeira constelação de jogadores (na Suécia Didi foi considerado o melhor jogador do torneio, e o francês Fontaine foi o artilheiro), enquanto que em 1986 (campeão) e 1990 (vice) Maradona foi uma estrela tão grande quanto ou até maior que o Garrincha de 1962.

Na copa de 1986, além de Bola de Ouro Maradona teria sido também o artilheiro do Mundial não fosse o juiz ter anulado um gol legítimo contra a Itália (marcou uma falta absolutamente inexistente), ainda na primeira fase, e outro contra o Uruguai (nas oitavas-de-final), assinalando impedimento também inexistente.

Pelé nunca aproximou-se da artilharia em nenhum de seus 4 mundiais disputados: em sua maior performance, 1970, fez 4 gols contra 10 de Gerd Müller.


Por fim, no segundo e derradeiro momento de lucidez, a matéria aponta para o fato principal: Maradona foi capitão de sua seleção, e ergueu a taça, coisa que Pelé nunca fez. Aliás, é bom que se diga: Maradona é o recordista de partidas disputadas como capitão na história das copas (!): 16. Artilheiro, armador das jogadas e capitão. Pouco?

3) Pelé sabia revidar; Maradona, não.

Esse é um dos trechos mais apelativos de todo o video, e mostra, além de uma tremenda arrogância ao classificar 'revides' como qualidades de um jogador, uma omissão muito grande de fatos: A cena da batalha campal mostrada fora do contexto no video com o intuito de criticar Maradona omite um fato importantíssimo: um ano antes, o jogador Goikoetxea, do mesmo Athletic de Bilbao, quebrou o tonozelo do argentino, que teve sua carreira ameaçada (video abaixo).


Pelé ficou conhecido dentro dos gramados não apenas por saber revidar, mas por ser, ele mesmo, um dos autores de atos violentos: o grande jogador português, Eusébio, declarou que "para levar vantagem, Pelé era muito violento às vezes". O craque lembrou ainda de um duelo, em 1964, em que Pelé chegou a agredir os atletas até mesmo no rosto.

Maradona é muito lembrado por sua entrada (de fato, um ato desleal, reprovável) no brasileiro Batista, em 1982, enquanto que Pelé tem atitudes relevadas: em amistoso no ano de 1965, contra a Alemanha no Maracanã, Pelé quebrou a perna do jogador Kiesman. E, em 1968, a vítima foi o brasileiro Procópio, então no Cruzeiro: o zagueiro ficou 5 anos se tratando para voltar a jogar, e teve um final melancólico.

Para finalizar, sempre que se fala em Pelé e "violência nos gramados", só se lembra das agressões sofridas por ele no jogo Brasil X Portugal, na Copa de 1966; para Diego Maradona, não há qualquer vontade de lembrar dois "recordes" dele em Copas: foi o jogador que mais faltas sofreu numa mesma partida (23 - !!! -, no duelo Argentina X Itália, em 1982) e numa mesma edição (1990, 50 faltas recebidas no total) do torneio.

4) Clubes

A matéria segue em comparações que seriam justas não fossem tão enviesadas, como ao citar que Pelé jogou somente pelo Santos, no Brasil, e Maradona defendeu 3 camisas diferentes, enquanto em seu país natal: Pelé é visto como "fiel" e "honroso", e Maradona é apresentado quase que como um traidor.

Quando o assunto é os clubes defendidos fora do país, além de não assumirem o futebol europeu como o mais importante de todos, novamente Pelé é tratado como um ser altruísta: "tentou fazer o futebol pegar nos EUA" (para isso, não dispensou 'levar' consigo Carlos Alberto Torres e Franz Beckenbauer, e também o italiano Chinaglia, que foi artilheiro da MLS!).

Também é omitido que Maradona jogou no Sevilla FC, na Espanha, e é idolatrado por aquelas bandas.


5) Fora dos gramados

A verdade sobre a intenção da matéria começa a aparecer de fato quando compara os dois no extra-campo: sempre Pelé um exemplo de retidão ("é gentil com a imprensa", "só pôs álcool na boca aos 35 anos"), e Maradona com destaques negativos: 'famoso por seu envolvimento com drogas'. Pelé não foi lembrado por suas manobras escusas, chegando até a instituições de renome mundial.

Quando fala do que cada um fez no futebol além de jogador ("Pelé foi comentarista de jogos, Maradona apresentador de TV", "Pelé nunca quis ser técnico, Maradona quis e melhor seria não ter sido"), é também sempre carregada de ironia.

O "cabelo milagroso", altar de Maradona na Itália
Fala-se, também, da idolatria a Maradona em seu país ("tem uma igreja") como sendo algo ruim, omitindo a real história da deificação de seu personagem: muitos anos antes na Itália, em Nápoles, Diego já era tido por "miraculoso"(ver foto ao lado), e dizem só ser menos conhecido que o santo padroeiro: na  Copa de 2010 os napolitanos enfeitaram a cidade com bandeiras da Argentina, porque Maradona era o técnico do selecionado!

Um dos pontos mais grosseiros, no entanto, é ridicularizar as preferências políticas e o engajamento de Maradona para elogiar a "habilidade política" de Pelé": "Maradona é um daqueles 15 no mundo que ainda se dizem comunistas'.

Em seguida são opostos o Pelé que foi honrado na Inglaterra com o Maradona que é 'amigo de Fidel Castro': ser amigo do presidente cubano em NADA diminui a importância de alguém e Maradona tem, sim, tremendo respeito fora da Argentina e das 'ditaduras latinas'.

Maradona é bem recebido tanto na Índia como na África do Sul; se vai à França é ovacionado como havia sido no Canadá; é uma figura ímpar num pequeno município da Cordilheira dos Andes e embaixador mundial de uma das maiores marcas de relógio da Suíça.

E que tal um cidadão que recebe, da Universidade de Oxford, o título de "Mestre Inspirador de Sonhos"?


6) Pais & Filhos

Essa diferença chega a ser ridícula: pela matéria, o mais importante é a quantidade de filhos: 7 a 3 para Pelé. Mas dentro desses sete certamente está contabilizada Sandra Regina, negada durante toda a vida pelo "Rei". O maior detalhe: quando de sua morte, somente o que Pelé fez foi mandar flores em seu velório.

Já Maradona pode dizer que, apesar de todos os erros cometidos, tem o orgulho de ter as filhas ao seu lado.


Na verdade, a única diferença motivadora desse comparativo foi a apontada por último: "Pelé é brasileiro; Maradona argentino".

sábado, 22 de agosto de 2009

Muito Além do Futebol... (5)

Em 2007, como todos sabem, o Brasil sediou os Jogos Pan-Americanos. A delegação brasileira foi uma das três mais vencedoras, levando diversas medalhas de ouro. Uma delas foi no Handebol.

Na final, a seleção brasileira superou a argentina por 30 a 22. Mas o que marcou aquela partida não foi a qualidade técnica, mas sim a lamentável confusão acontecida no final...

Nos propomos a analisar aqui três coisas: duas matérias sobre a partida, uma do UOL, outra do iG, e os comentários dos torcedores num dos vídeos da briga postado no YouTube.
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Poderíamos fazer, inclusive, um post no estilo "Isto é jornalismo?" com a matéria do portal iG, devido a algumas palavras ditas e transcritas, mas preferimos deixar a cargo do leitor essa diferenciação.

No texto do referido portal, a ênfase é dada à provável "culpa" dos jogadores argentinos, e se dá muito espaço às provocações de um dos jogadores da 'nossa' (de quem?) seleção.

Por exemplo, no trecho intitulado "A Briga", a primeira frase cita o brasileiro como vítima: "O ponta-direita Silvio Alvim de Laureano, o Silvinho, que saiu da quadra com um ferimento na testa, acusou o jogador argentino Leonardo Querin de tê-lo agredido". Não satisfeitos, a redação ainda 'apimenta' a rivalidade com um quê de desprezo ao complementar a frase de Laureano: "Ele me bateu por trás, eu estava separando a briga. É típico de argentino".

Como não bastasse, a provocação do jogador brasileiro vai além. Perguntado se prestaria queixa para que o agressor argentino tivesse de prestar serviços comunitários no Brasil, Laureano diz: "Não quero um argentino dando comida para o meu povo". A redação apimenta e coloca o termo "alfinetou" após refraseá-lo.

Até finalizar os comentários sobre a briga, a matéria se dedia exclusivamente a culpar os argentinos, apresentar os brasileiros como vítimas e a provocar mais vezes: "eles conseguiram estragar a festa", "Em todos os jogos isso acontece com esse rapaz" e "Eles [argentinos] tinham que pensar melhor porque só por causa da pressão da torcida, eles perderam a cabeça", são exemplos.

Em resumo, não há investigação qualquer do fato, sobre quem agrediu primeiro ou o porquê dessa agressão. Do contrário, ao citar tal frase, o editorial se posiciona de um dos lados e, por isso, exclui qualquer necessidade de investigação mais aprofundada.



Já a matéria do UOL poderia ser num post "Isso é jornalismo!".

O título dá ênfase ao pedido de desculpas do técnico da seleção 'deles', lamentando o ocorrido. Em seguida, a matéria dá voz aos jogadores argentinos, coisa que não aconteceu na do iG: "[Bruno Santana] deu soco nas costas de nossos jogadores o jogo todo".

No parágrafo seguinte, dois jogadores da Argentina são citados, e o texto chama o atacante Leonardo de 'pivô da confusão', dando a entender que do brasileiro é que teriam partido as provocações. A matéria enfatiza que "o brasileiro Léo acabou não dando entrevista para a imprensa", mas não menciona o motivo.

O texto do UOL também cita a frase do comandante argentino, pedindo desculpas pelo incidente, dizendo que "Meus jogadores perderam o controle, independentemente das provocações". No entanto, se o leitor pensa que a nossa posição ao elogiar a matéria do UOL em detrimento à do iG se deve ao fato de esses supostamente "defenderem" os argentinos, se enganam.

A publicação apresenta, posteriormente, a versão dos brasileiros: são citadas algumas frases também mencionadas no iG, como "Eles tentaram enfeiar nossa festa. É típico deles essa covardia" e "Eles não gostaram que estavam perdendo o jogo inteiro e ficaram nervosos".

Finalizando, o texto menciona a participação da torcida: "alguns [jogadores] argentinos responderam aos palavrões da torcida com gestos obscenos e jogando garrafas de água". E sobre a premiação, o destaque é notável: "Na entrega das medalhas, os visitantes foram vaiados", e ainda "A torcida e o time brasileiros cantavam 'vou festejar o teu sofrer, o teu penar'".



Concluindo, a grande diferença entre as duas reportagens foi que enquanto uma delas se ocupou de somente desprezar o "outro lado" omitindo diversas informações ao bel-prazer, a outra procurou investigar os fatos e colocar todas as versões à prova, sem absolver este ou aquele.

Em tempo: a foto da matéria do iG mostra o brasileiro sorrindo e mostrando o machucado, ao passo que a do UOL mostra um jogador argentino contendo o outro em meio à confusão.
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Para finalizar o nosso ponto-de-vista, colocaremos aqui oito dos comentários postados no YouTube sobre essa confusão: 99% dos comentários são no mesmo tom.
slipknot666401 (1 semana atrás)
puta qui pariu eu matario pelomenos ums tres argentino ae cra nossa que vontade de star ali !!!! ARGENTINOS CUSAO !!!!
duffcs10 (2 semanas atrás)
Aiaiai...o que eu nao daria pra ta nesse meio...Uns 5 argentinos eu mandava pro hospital...!!!! 100% Jiu-jitsu!!!
 
ha01wes (2 semanas atrás)
queria ver a torcida br invadi a quadra e come o cu desses argentino, bando de frango
juliano777mjl (2 meses atrás)
argentino nao aceita perder para o brasil..esse paneleiros ..a torcida deveria ter espancado esse viados..
 
sergioerosana (10 meses atrás)
pow bem q a torcida podia invadir huhu espanca os argentino hAUSHUashuAHSUahsuAHSU
 
rafawkr (1 ano atrás)
joga uma bomba na argentina!
 
LesCrapio (1 ano atrás)
Nós somos moles demais com esse bando de filhos da puta de merda metidos a racistas e que só nos querem mal.
 
feetbeauty (1 ano atrás)
a r g e n t i n o s
sukatas humanas
espiritos de porco
lixo humanos
vermes ...